Para falar
de história da informática, primeiramente é necessário conceituar do que
estaremos falando e, principalmente, o que é informação.
O termo
informática, a despeito de que quase tudo com que dela convivemos possuir
grande vinculo com os Estados Unidos, foi criado na França e com o seguinte
escopo:
Assim, neste
princípio, a História da Informática não se prende apenas a do computador (da
qual é ele apenas a ferramenta), mas também a todos os momentos e recursos
pelos quais sentiu o homem a necessidade de informar a alguém alguma coisa, e a
fazer esta informação tornar-se disponível a toda uma série de atividades.
Nesta visão, observa-se que praticamente todas as outras ciências,
principalmente a própria História, estão nela contida. Todas as ciências se propagam pela
informação e o termo “INFORMÁTICA” traduz-se das raízes linguísticas do grego
“TICA” = ciência e do latim “INFORMATUS” = informação, como sendo a “CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO”, ou mais extensivamente, como a “CIÊNCIA DOS PROCESSOS DE
INFORMAR”.
Como pode se
ver acima, há um grande erro no uso corrente do termo informática. Não é porque
uma pessoa conheça alguma coisa quanto ao uso do computador que ela saiba ou
seja versada em informática. É muito comum se ver cursos e pessoas que ensinam
e aprendem a usar alguma coisa de computador, como Word, Excel ou Internet, por
exemplo, dizerem ensinar e saberem informática.
Na realidade o que se ensina e se sabe, na maioria dos casos, é o
processamento eletrônico de dados, que é uma das ferramentas da informática. No
caso dos profissionais classificados como analistas de sistemas, esses são denominamos
informatas não porque saibam usar e aplicar um computador. Fato é que na fase
em foram programadores de computador, a profissão era o processamento de dados.
Mais tarde, ao se tornarem analista sistemas, a especialidade passou a ser a
criação de sistemas que tratam grandes massas de informações, tendo por ferramenta
o processamento eletrônico de dados e outras mais que se façam necessárias. A partir de então, se tornam informatas.
Para seguirmos nos caminhos da História
da Informática precisamos também entender como se forma uma informação. Na realidade uma informação é um agrupamento
de dados que reunidos em uma forma estruturada, traduzem um fato ou alguma
coisa. Para melhor entender vejamos o
exemplo a baixo.
Seja a informação:
Seja a informação:
“Escrevo do Rio de Janeiro as 16 horas e 26
minutos de 5 de fevereiro de 2013”
Vejamos esta informação em blocos:
Nesta informação os blocos 2, 4 e 6 são apenas de construção linguística para darem, dentro do idioma português, o sentido da fase.
Já os
blocos 1, 3, 5 e 7 são blocos de dados que, se mudando de conteúdo, transformam
a mesma estrutura em uma outra informação diferente. Esta informação seria
diferente em dados, mas de mesmo objetivo: informar uma ação em uma cidade, em
uma hora e uma data. No caso os blocos
são dados de:
Bloco 1: (Escrevo) = Dado de ação
Bloco 3: (Rio de
Janeiro) = Dado de local
Bloco 5: (16 horas e 26 minutos) = Dado de hora
Bloco
6: (31 de março de 2004) = Dado de data
Armazenando estes dados em uma estrutura
qualquer (uma tabela, por exemplo) teremos
Mudando-se estes dados para:
Como a mesma estrutura de
informação, flexionando-se as formas construção linguística para darem, dentro
do idioma português, o sentido da fase, teremos:
Falei de Recife às 23 horas e 15 minutos de 18 de
janeiro de 2012
FORMAS DE INFORMAÇÃO:
Como
demonstrado em nota acima, além da escrita estamos usando um outro sistema de
informação, para isso usando imagens que, colocadas junto ao texto, por serem
formas de fixação destes, traduzem, de maneira genérica, toda uma ideia em
transmissão.
Na realidade,
exceto quando portador de deficiência auditiva ou visual, o homem só possui
duas formas de recepção de informação: a audição e a visão (1). As demais, como
o tato e o paladar (2), são complementares e funcionam, biologicamente, muito
mais como sensores de alerta do que como um meio de recepção de informação. Nos
deficientes, os sentidos sensores, em forma alternativa e por capacidades
especialmente desenvolvidas, tornam-se receptores de entrada como ver pelo tato
e ouvir pelas vibrações.
Por causa destas
duas únicas formas de recepção humana, todos os sistemas de informação, mesmo
que transmitido-as por meios diversos, convertem as informações para estas, de
forma que o homem possa delas se aperceber.
Exemplo: Na Internet (um sistema), as informações são transmitidas por
transferência de conjuntos informacionais entre computadores, mas, para serem
perceptíveis ao homem, são convertidas em imagens (tela do monitor) e sons
(caixas de sons) pelo computador, que é a Interface
(3) do sistema.
Na recepção auditiva, o homem recebe informações em forma de sons que são formados por sinais convencionados (4) de linguagem falada ou outros como a música. Na recepção visual, o homem recebe informações em forma de imagens (fotos, desenhos, filmes e outros) e sinais visuais convencionados de linguagem escrita, sinais estes que podem representar sons (quando caracteres alfabético ou cifras musicais), valores (caracteres matemáticos) ou idéias (os chamados caracteres ideológicos ou ícones).
Na recepção auditiva, o homem recebe informações em forma de sons que são formados por sinais convencionados (4) de linguagem falada ou outros como a música. Na recepção visual, o homem recebe informações em forma de imagens (fotos, desenhos, filmes e outros) e sinais visuais convencionados de linguagem escrita, sinais estes que podem representar sons (quando caracteres alfabético ou cifras musicais), valores (caracteres matemáticos) ou idéias (os chamados caracteres ideológicos ou ícones).
Até aqui
tratamos de alguns conceitos que nos ajudaram ao entendimento do que iremos
falar neste nosso passeio pela História da Informática. Possivelmente outros
conceitos deveram ser explanados ao longo da narrativa. Quando isto se tornar
necessários abriremos um quadro em especial para tal.
Agora vamos a história.
