Antes da
História conhecida pelo homem, há um período em que a sua formação e os seus princípios
começaram a surgir: A Pré História. Este primeiro momento da evolução humana é
chamada de pré por que dela não possuímos, praticamente, nenhum registro
possível de ser considerado historiográfico. Nada possuímos que tenha sido, de
alguma forma, contado por alguém. Todo o
conhecimento que temos deste período é dedutivo e a maior parte obtida pelo apoio
de outras ciências, como a Paleontologia, quer dizer "o estudo da vida antiga".
Mas, mesmo não tendo muito em que apoiar as nossas proposições, uma
coisa a lógica nos aponta como certo. Foi neste período que o homem, começando
a falar e se relacionar, descobriu o componente básico da Informática: A informação.
Agrupando-se
em bandos, inicialmente os homens tentavam se comunicar (informar e receber
informação) pelos olhos e pelos gestos (5). No primeiro passo pelo olhar,
buscando no brilho dos olhos e na formas faciais do entorno deste, o que
poderia estar pensando. Algumas informações, como a vontade de acasalamento,
eram fácies de serem entendidas, pois, para tal, o “instinto” provido pela
natureza assim fazia compreender. Entretanto outras informações tornavam-se
muito difícil de serem compreendidas ou muito demoradas na sua percepção.
Não possuindo nenhum relato de caso real, temos por sobra imaginar um e com ele formar uma ficção. Para isso e para melhor expor estes primeiros passos na História da Informação, vamos “convencionar” um personagem baseado na criação do Maurício de Sousa:
Estava o
Pitaco na entrada da gruta onde se reunia uma parte de seu grupo humano.
Olhando para o campo abaixo, percebeu ele que se aproximava da gruta uma
matilha de tigres-dente-de-sabre. De imediato sentiu que deveria informar aos seus
companheiros que eles seriam atacados por animais carnívoros. Entra pela gruta e
com um olhar de pavor tentou alertas os de dentro. Alguns estavam de costa e
não viram o olhar dele. Outros, olhando para ele, se perguntaram: “O que será
que ele que informar? Que esta com
dor-de-barriga? Uma pedra caiu na cabeça
dele?”. Enquanto alguns tentam entender a informação, e outros nem dela se
aperceberam, os tigres entraram na caverna.
Nosso Pitaco, que não era burro, caiu fora com aqueles que
entenderam. O resto... Viraram um fausto banquete de tigres-dente-de-sabre
(e sem precisar de “palitos”, com tamanhos dentes para fora da boca facilmente “limpáveis”).
Nosso amigo
Pitaco ficou muito M"LNÛ
(6) da vida. Havia tentado informar, mais muito poucos receberam a sua
informação. Tinha que melhorar a sua comunicação.
Dias depois
a cena se repete. Lá vem os tigres e
gruta esta cheia de gente. Ele entra, mas agora além do olhar de pavor, ele
pula, bate os braços, faz gestos de mão como se fossem garras. Agora um numero
maior de pessoas entendem a informação e caem fora com ele. Outros, entretanto,
ficaram ainda pensando: será que ele foi mordido por uma abelha? Pisou em um
espinho? Outros nem viram a informação.
Mais
uma vez o nosso amigo fica M"LNÛ . Algo precisa melhorar na forma de mandar informações.
Mais algum tempo depois e a mesma coisa. Lá vem os tigres e pessoal dentro da
caverna... Nosso Pitaco corre para
dentro da caverna. Mas desta vez, além
do olhar de pavor e pular como um endoidecido, ele passa forçar o ar pela sua
garganta para emitir um "miau" parecido com o do tigre. Desta vez a
informação teve maior percepção. Quem estava distraído teve a sua atenção
despertada, pois era como se o tigre já estivesse na caverna. Olhando foi
possível ao grupo entender, no olhar de pavor, a dimensão do risco e os saltos
e gesto informava que era preciso fazer alguma coisa: Fugir. Todos cairam fora
e os tigres chegaram e ficaram "abobalhados" - "como é que eles
ficaram sabendo que a gente queria jantar?".
Depois disso, passado o susto, o nosso amigo Pitaco, se
reuniu com seus companheiros. Agora, adotando o que aprenderam a informar com
olhar, gesto e sons, tentam trocar informações sobre o acontecido. Apesar de
toda a dificuldade que isso representa, chegam a um consenso e convencionam que, toda vez que alguém
entrar pela caverna, com olhar de pavor, gesticulando e miando, estará
informando que os tigre-dente-sabre vão atacar.
Estava criado o primeiro sistema de informações.
Isto já foi um grande avanço para o nosso amigo Pitaco e
seus companheiros, mas ainda não era tudo.
Dependendo do tamanho do grupo na caverna e do numero de homens fortes
disponíveis, sendo o ataque feito por um a três tigres, ao invés de fugirem
eles poderiam contra-atacar com pedras e outras "armas" (berro...
quem sabe?) e, os tigres, em vez de jantarem, seriam sumariamente jantados. Assim, no sistema de informação TC2 (Tigre
Chegando - Versão 2 - copyright © by Pitaco Co. - 50.000 AC ) deveria ser
incluído o dado quantidade _ possivelmente a primeira análise de sistema feita
na história. Isto acertado, sobrou ao
analista de sistema Pitaco descobrir o "como"
(7) .
Pensando em como resolver esta evolução de sistema, o
Pitaco deu de cara com os seus dedos. Pensou, analisou e concluiu... Estava
resolvido o problema. Ao entrar
gritando, com olhar de pavor, no gesto seria adicionado mostrar com os dedos
quantos eram os tigres. Se fosse um levantava um dedo, se três levantava três
dedos, se mais de cinco levantava os dedos da outra mão para completar o numero
a ser informado. Feliz da vida o
analista de sistema Pitaco evolui o sistema. Agora, além de informações de
situação (os tigres estão atacando) o sistema tinha também informações
quânticas (quantos tigres estão
atacando).
Mas o sistema desses nossos amigos possuía um bug (8) _ o primeiro da história da informática. Se fossem mais de dez tigres? Cada pessoa só dispunha de dez dedos! Bem, ele poderia usar duas pessoas, como por
exemplo: se fosse treze tigres, uma levantaria os dez dedos e outra os outros
três. Mas seria neste instante que
ocorreria o bug. A percepção
da informação poderia ser falha e muitos ficariam na dúvida: "São dez ou
três?". Nesta situação os menos precavidos se armavam para contra-atacar
três e... viravam jantar de tigre. A
solução viria logo em seguida, mas falaremos dela logo após a nova evolução que
vamos comentar abaixo.
Os bandos de primatas mudavam constantemente de lugar
atrás de alimentos. Ao deixar o grupo do Pitaco a caverna onde eles eram
constantemente atacados pelos tigres, mais uma vez "sobrou" para
ele... Todo o grupo achou que deveria
haver uma forma de informar a outros grupos que viessem a ocupar a caverna, que
ela estava sujeita ao ataque dos tigres e o como os homem poderiam
contra-atacar. No primeiro momento a
solução foi correr ate onde estavam todos os outros grupos e informar. Quando
ele começou a fazer isso, o cansaço e o risco apontou uma outra solução. Ele já
havia aprendido a fazer uns risco que davam a idéia de bicho e de gente. Com esta habilidade, ele, estando com cada
grupo, convencionou os seus
componentes que, por todas as cavernas que ele passasse e que fosse perigosa
por ataque, ele deixaria um desenho na parede.
Se o risco fosse de ataque por poucos animais, ele desenharia um animal
e homens contra-atacando. Se fossem muitos, vários animais. Acertado isso,
voltou a caverna e deixou algo como o desenho abaixo em uma de suas
paredes. Pronto! Estava criado o segundo
sistema de informação _ o de informação ideológica, e a primeira interface e a primeiras mídia (9) da história – a interface caverna e a mídia rocha de parede.
Mas ficou uma questão! Como o primeiro sistema iria
informar quantos eram os tigres quando estes fossem mais de dez? Bem... A questão estava em criar uma forma
de como saber se quando duas pessoas levantassem os dedos estariam ou não dando
duas informações diferentes, ou se os dois (ou mais, se mais de vinte) estavam
montando a mesma informação. Uma
possível "gambiarra" ou "bacalhau" (10) foi adotada. Para informar mais de dez tigres, treze, por
exemplo, seriam usadas três pessoas, uma levantaria os dez dedos, a outras o
outro três e para dizer que era uma mesma informação (neste caso um mesmo
dado), o terceiro, abrindo o braço colocaria uma das suas mãos no ombro do com
dez dedos e a outra mão sobre o que estava com os três dedos, dando assim o
sentido de continuidade da expressão, ou somatório dos valores. Para fazer isso, a posição tomada pelo homem
do meio tendia a ser, de braços aberto, em forma de cruz. Seria por causa disso
que o símbolo "mais" é uma
pequena cruz?
Parabéns pelo excelente trabalho!
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